quinta-feira, 2 de julho de 2009

UniversalCalc... muito mais que uma calculadora científica online!

Após o sucesso da Super Calculadora Online do FazAconta.com, percebi que deveria lançar um site dedicado a Calculadora Online em inglês, com ainda mais recursos e facilidade de uso:
UniversalCalc.com

Veja um trecho do About explicando o porque do site:

When about to perform a calculation, most people feel limited to choose between the extremes of Windows calculator or Excel like spreadsheets. It is amazing that until UniversalCalc.com, no one has conceived an intermediate approach. If you google for online calculators, all you find are just slight improvements over what windows calculator already provides. However, UniversalCalc is different. It is a paradigm shift for those who think:

  1. It is a poor experience to calculate expressions in the Windows calculator, because you cannot simultaneously see all input values;
  2. It does not provide advanced functionality to perform financial calculations, unit conversions, advanced math functions, date functions, etc...
  3. You are tired of having to launch Excel (or OpenOffice Calc, ...) just to perform quick calculations.
...

Why don't use Google instead?

Most people don't know that Google also has a built-in calculator. If you type an expression in Google search, you see the result. The problem is that Google does not document what is supported or not, but UniversalCalc does, having many examples and advanced functions not present in Google. Additionally, it is even faster than Google! How is it possible? It is because UniversalCalc performs the calculations using client code, which means every time you do a calculation it is instantly performed in the client machine and the browser does not even blink.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mais uma utilidade pública das Organizações FazAconta

Você acha ruim fazer longos somatórios na calculadora do Windows, pois não vê todos os valores digitados?
Você está cansado de ter que abrir o Excel para calcular simples expressões?
Tem dificuldades em calcular o número de átomos de Hidrogênio no Sol?

SEUS PROBLEMAS ACABARAM !!!

Com a Nova Personal Super Online Calculator FazAconta, você realiza em milésimos de segundo, desde simples cálculos com operações aritméticas fundamentais, até longas expressões com funções especiais e notação científica. E o que é melhor: É TOTALMENTE GRÁTIS e você pode usar qualquer navegador de Internet! Eu disse QUALQUER NAVEGADOR: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome, Safari, ou até mesmo através do seu Smartphone!

A Nova Personal Super Online Calculator vem ainda acompanhada de vários exemplos de utilização, bastando clicar em cada link [Calcular] para ver imediatamente o resultado!

CLIQUE AQUI e comece agora mesmo a aproveitar este sensacional utilitário!

E não esqueça de guardá-lo no Favoritos do seu navegador e divulgar para os amigos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Criando um site simples e profissional

Atualmente possuo esse blog e mais dois sites: Aluguel de carros blindados e o FazAconta.com. Criei esses sites com esforço relativamente pequeno, graças a algumas técnicas e ferramentas open-source que estou divulgando aqui:
Quanto aos designs, utilizei templates free do Wordpress.

Como referências para o aprendizado de HTML, CSS e Javascript, utilizei o W3Schools (infelizmente só existe em inglês).

O W3Schools ensina através de exemplos e permite você testá-los online. Após estudá-lo, a melhor estratégia é partir de templates do Workpress e adaptá-los conforme suas necessidades. Naturalmente, um conhecimento básico em HTML é pré-requisito para o CSS.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Saiba tudo o que acontece no seu Windows

Se você ainda não conhece as ferramentas freeware Sysinternals da Microsoft, então continue lendo e caso se identifique com qualquer das situações abaixo, você terá uma ótima notícia.
  1. Você suspeita que o seu Windows esteja ficando mais lento, mas não consegue identificar a causa, pois o Task Manager (Gerenciador de Tarefas) do próprio windows não é suficiente?
  2. Você gostaria de saber e controlar todos os programas que são carregados automaticamente com o Windows?
  3. Você gostaria de visualizar facilmente todas as conexões de rede do seu micro, incluindo o programa de origem, a porta de origem e o endereço/porta de destino?
  4. Você gostaria de saber TODOS OS DETALHES da atividade de um determinado programa, tais como: manipulações de arquivos; manipulações do registro; atividade de rede; processos e threads?
O Sysinternals Suite atende a essas e outras demandas. Faça o download em:
http://technet.microsoft.com/en-us/sysinternals/0e18b180-9b7a-4c49-8120-c47c5a693683.aspx

Dentro do zip do download existem inúmeros programas. Veja abaixo os programas certos para cada demanda acima:
  1. Process Explorer (procexp.exe)
  2. Autoruns (autoruns.exe)
  3. Tcp View (Tcpview.exe)
  4. Process Monitor (Procmon.exe)
Algumas dicas:
  • Substitua o Task Manager pelo Process Explorer - Com o Process Explorer aberto, vá no menu Options > Replace Task Manager.
  • No Autoruns, antes de fazer qualquer alteração, faça um backup - Com o Autoruns aberto, vá no menu File > Save.
  • O Tcpview permite que você feche uma conexão ou termine um processo - clique com o botão direito do mouse na conexão de interesse e veja as opções "End Process" e "Close Connection".
  • Para melhor utilizar o Process Monitor, defina filtros para os programas/processos de interesse (Ctrl + L).
  • Para melhor utilizar o Process Explorer, restrinja seu uso a uma única instância/janela - Com o Process Explorer aberto, vá no menu Options > Allow Only One Instance.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Gerente Minuto + conhecimento

É verdade que o livro Gerente Minuto é uma parábola contendo dicas interessantes sobre como ser um gerente eficaz. No entanto, o livro não deixa explícito que o gerente possui grande experiência e conhecimento técnico sobre o domínio gerenciado. Como resultado, acredito que muitos entendem como se o livro ensinasse técnicas para ser um grande gerente, sem precisar entender nada do que é gerenciado. Infelizmente essa mentalidade é cada vez mais comum, especialmente em TI onde é comum um PMP se considerar apto a gerenciar qualquer projeto, sem se preocupar em adquirir o mínimo de base técnica.

domingo, 22 de junho de 2008

Cálculos financeiros do dia a dia

Você sabe fazer cálculos de matemática financeira como os utilizados em financiamentos e investimentos a longo prazo? Talvez você não saiba o quanto é fácil fazê-los no Excel ou OpenOffice Calc, mas o meu site http://FazAconta.com ensina. Você vai descobrir como esses cálculos são muito mais fáceis de fazer em uma planilha do que na HP-12C. Além das explicações bem práticas, você pode utilizar uma calculadora on-line das fórmulas financeiras FV, PV, PMT, RATE e NPER, podendo aplicar o que aprendeu sem precisar abrir uma planilha.

O FazAconta.com foi criado depois de eu ter suado para encontrar explicações sobre matemática financeira na internet. O que eu procurava era apenas como realizar operações do dia a dia no Excel. Mesmo procurando também em inglês, apenas achei explicações muito teóricas, difícieis de aplicar nos problemas do dia a dia, e planilhas ou softwares cheios de complicações desnecessárias.

Eu tive a impressão de que nesta área, apenas os acadêmicos (muito teóricos) são intelectualmente honestos. O restante parece querer complicar o assunto, fazê-lo parecer mais difícil do que realmente é, e desta forma vender algum curso, livro, software, planilha, etc... Isso me deixou cansado e irritado, mas no final tive uma atitude construtiva :-) e construí o FazAconta.com. O objetivo é desmistificar o assunto e torná-lo acessível a todos, afinal todo mundo precisa lidar com dinheiro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Um monge no Google

O que fazia um monge tibetano na sede do Google? Um video do Google no YouTube tem a resposta. Ele é Matthieu Ricard, francês e PhD em biologia molecular pelo Instituto Pasteur, tendo largado a carreira acadêmica para se tornar monge budista. Ele foi convidado por um funcionário do Google para uma palestra relacionada ao tema do seu mais recente livro Happiness, escrito em parceria com Daniel Goleman (autor de Inteligência Emocional e PhD em Harvard). Vale a pena assistir ao vídeo. Eu como admirador do Budismo, pretendo ler o livro, logo se alguém já leu me dê sua opinião.

Asssita ao vídeo aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=L_30JzRGDHI

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Duas visões sobre a consciência

Podemos pensar sobre a relação entre a consciência e a matéria em termos de duas visões, ambas de certa forma compatíveis com o conhecimento científico atual, mas muito diferentes entre si:

1. A nossa consciência individual seria simplesmente um produto do cérebro, ou seja, a matéria e energia organizadas em um tipo de estrutura muito particular, dariam origem a consciência. Esta visão remonta do início do Iluminismo e se fundamenta no materialismo e determinismo apoiados no sucesso da física clássica.

2. A matéria e energia seriam uma manifestação de algo mais essencial, o qual possui também outras formas de manifestação como por exemplo a nossa consciência, da qual o nosso cérebro seria apenas um complemento. Esta visão tem inspiração nas filosofias orientais e alguns fundamentados na física moderna.

A mente e a consciência são consideradas as maiores fronteiras da ciência atual. As abordagens mais aceitas nas neurociências têm como base a primeira visão e frequentemente reduzem a consciência aos fenômenos mentais, e estes às sinapses e respectivos neurotransmissores. A base empírica desta visão está na forte correlação observada entre os fenômenos físico-químicos no cérebro e os fenômenos mentais. O problema para aplicação do método científico tradicional, começa pelo fato de que os fenômenos mentais não podem ser registrados objetivamente, mas apenas como alterações do comportamento externo de pessoas e animais. O segundo problema está no estabelecimento da relação de causa e efeito. É fácil identificar que certas alterações físicas como a lesão de uma parte do cérebro ou a introdução de certas substâncias químicas, interferem diretamente nos fenômenos físico-químicos, que por sua vez afetam os fenômenos mentais. No entanto, não é possível observar cientificamente, o sentido inverso da relação de causa e efeito, onde fenômenos inicialmente mentais dariam origem à fenômenos físico-químicos. A aceitação da existência desta segunda relação de causa e efeito, é o ponto central da segunda visão.

Adicionalmente, sabemos que a física moderna colocou em cheque o determinismo. Por exemplo, a equação de Schrödinger estabelece que dadas todas as variáveis que determinam o estado de um sistema físico no presente, só poderemos descrever o seu futuro em termos de probabilidades. Além disso, o estado de um sistema físico só pode ser descrito como uma distribuição de probabilidades, com precisão limitada pelo princípio de incerteza de Heisenberg. Por fim, um fenômeno físico não pode mais ser considerado separado do observador, pois a intenção deste afeta o resultado observado. Isto é informalmente chamado pelos físicos como o "fantasma na máquina" e pode servir como argumento a favor da segunda visão.

Talvez precisássemos estender o método científico tradicional para incluir a auto-observação conforme sugerida pelas antigas filosofias orientais através por exemplo, da meditação. Este método pode ser descrito pela metáfora de voltar o telescópio para dentro do próprio observador. A experiência da meditação nos traz uma certeza: existe uma consciência além dos fenômenos mentais (pensamentos, emoções, sentimentos e vontade). É por estarmos constantemente inundados por pensamentos, que não reconhecemos esta consciência mais fundamental. Atualmente existe pesquisa acadêmica explorando a meditação e os resultados são muito interessantes, demonstrando que a alteração intencional dos padrões mentais leva a profundas alterações nos fenômenos físico-químicos. Em outras palavras, demonstram a relação bidirecional de causa e efeito já citada.

Um último fato interessante é que a segunda visão esta presente nas especulações filosóficas de grandes físicos modernos como Erwin Schrödinger e David Bohm. Este assunto é muito extenso e existem uma infinidade de argumentos a favor e contra ambas visões, mas o objetivo aqui é ressaltar a relevância da segunda visão, e que talvez as neurociências estejam na direção errada.


Referências

http://www.photonics.cusat.edu/article2.html

Wholeness_and_the_Implicate_Order

What_is_Life (Schrodinger)

domingo, 23 de dezembro de 2007

O Pensamento como um sistema

David Bohm diz ser o pensamento um Sistema e a origem de todos os problemas. O problema é que tentamos usar o pensamento para resolvê-los, mas um cria o outro e temos um círculo vicioso. Isso me lembra a piada: a informática está sempre criando soluções para problemas que ainda não existem.

Recentemente, o "guru espiritual" Eckhart Tolle, autor do livro "O Poder do Agora" aborda este tema de forma muito interessante. Resumidamente, ele explica que devemos estar sempre presentes, atentos ao Agora, ao invés de perdidos em pensamentos e dominados pela mente. Ele explica que o pensamento compulsivo é inimigo da inteligência e sabedoria, e que é a principal característica de um doente mental.

Em "Bohm Dialogue" Bohm enfatiza a importância da atenção ao presente e observação dos pensamentos. É importante notar, que nem Bohm, nem Eckhart Tolle, consideram o pensamento nocivo em si. O pensamento é na verdade uma ferramenta valiosa, entretanto estando dominados por ele, perdemos a consciência da realidade.

Estas idéias podem parecer estranhas e opostas aos padrões de hoje, mas se analisarmos a fundo, elas vão ao encontro da essência da espiritualidade, encontrada nas grandes religiões, com ênfase no Budismo, Induismo e até mesmo no Cristianismo.

Bohm proposes thus in his book "Thought as a System" (TAS) a pervasive, systematic nature of thought:

What I mean by 'thought' is the whole thing - thought, 'felt', the body, the whole society sharing thoughts - it's all one process. It is essential for me not to break that up, because it's all one process; somebody else's thought becomes my thought, and vice versa. Therefore it would be wrong and misleading to break it up into my thought, your thought, my feelings, these feelings, those feelings. I would say that thought makes what is often called in modern language a SYSTEM. A system means a set of connected things or parts. But the way people commonly use the word nowadays it means something all of whose parts are mutually interdependent - not only for their mutual action, but for their meaning and for their existence. A corporation is organized as a system - it has this department, that department, that department... they don't have any meaning separately; they only can function together. And also the body is a system. Society is a system in some sense. And so on.

Similarly, thought is a system. That system not only includes thought and feelings, but it includes the state of the body; it includes the whole of society - as thought is passing back and forth between people in a process by which thought evolved from ancient times. Thought has been constantly evolving and we can't say when that system began. But with the growth of civilization it has developed a great deal. It was probably very simple thought before civilization, and now it has become very complex and ramified and has much more incoherence than before.

Now, I say that this system has a fault in it - a 'systematic fault'. It is not a fault here, there or here, but it is a fault that is all throughout the system. Can you picture that? It is everywhere and nowhere. You may say "I see a problem here, so I will bring my thoughts to bear on this problem". But 'my' thought is part of the system. It has the same fault as the fault I'm trying to look at, or a similar fault.

Thought is constantly creating problems that way and then trying to solve them. But as it tries to solve them it makes it worse because it doesn't notice that it's creating them, and the more it thinks, the more problems it creates.

Tão simples quanto possível

Curiosidade: Na primeira página do primeiro capítulo do livro “Software Engeneering with Microsoft Visual Studio Team System” a primeira frase é: “Make everything as simple as possible but not simpler” do Albert Einstein. Em outra ocasião, lendo o OpenUp encontro a mesma frase no início de um dos “Core Principles”. Mesmo antes de encontrá-la nessas fontes eu usava uma frase semelhante e menos educada: KISS (“Keep It Simple Stupid”).

A frase de Einstein pode ser interpretada considerando que todo problema possui uma “complexidade essencial” e na medida em que é abordado, fica impregnado com uma “complexidade mundana”. A frase então, quer dizer que você deve evitar o surgimento e buscar eliminar a complexidade mundana, sem perder nenhum elemento da complexidade essencial. A complexidade mundana tem três origens:

1. Na desordem, onde proliferam redundâncias e falta de ortogonalidade.
2. No uso de mais elementos do que os necessários para o problema em questão.
3. Nas escolhas inadequadas de notações e nomenclaturas.

Isso se aplica a qualquer campo de conhecimento, mas em especial, as soluções de TI são fontes inesgotáveis de complexidade mundana e talvez por isso a frase seja tão citada. Em programação, o que chamamos de “código obscuro”, são exemplos abundantes dessas três causas de complexidade. Muitos profissionais se vangloriam da memorização de códigos e vocabulários sem relevância para o entendimento do problema original, e são incapazes de explicar qualquer coisa sem recorrer a esses códigos e vocabulários. Pior que isso, algumas vezes essa complexidade é alimentada e usada por maus profissionais para dificultar a entrada de outros no seu domínio (isso também é muito comum em direito e economia).

Em TI, alguns antídotos para a primeira causa são: padronização; estabelecimento de um glossário sem ambigüidades; reorganização periódica de requisitos e código buscando maior ortogonalidade dos elementos e uso do glossário.

A segunda causa é característica da falta de pragmatismo, mas também se alimenta da desordem. Em projetos de software, é comum o engano de pensar que quanto mais genérica uma solução, melhor. Em processos de desenvolvimento, significa trabalhar com processos e artefatos que não tragam retorno de investimento.

A solução da terceira depende de um certo talento e compromisso em ser didático. Requer o uso de nomes adequados para os requisitos, módulos, classes, métodos, funções, variáveis, tabelas e campos nas bases de dados. Os nomes devem estar alinhados com o glossário, que deve ser o mais intuitivo possível.

Para finalizar, considero que a consciência da existência dessa complexidade mundana e o empenho em eliminá-la, pode ajudar qualquer pessoa a aumentar a própria capacidade de entendimento e resolução de problemas complexos.